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Mais vacinas pela retomada da economia

No início do mês, o Congresso Nacional retomou as atividades com um grande desafio nas mãos: ajudar a retomar as atividades comerciais e recuperar a nossa economia. Eu creio que um dos principais caminhos para isso é massificar a oferta de vacinas contra a Covid-19, que ainda está muito baixa no Brasil, apesar de todos os esforços.

Nosso País tem hoje uma população de mais de 210 milhões de habitantes e dimensões continentais. O desafio para imunizar massivamente a população é enorme. A questão é que só teremos plena segurança para retomar as atividades econômicas em sua totalidade com a garantia de um alto número de pessoas imunizadas.

Foi por essa e outras razões que, já no primeiro dia letivo de 2021 na Câmara dos Deputados, eu protocolei um projeto de lei (PL 174/2021) e apresentei uma proposta de emenda à Medida Provisória 1026/2020, visando facilitar a fabricação de vacinas no Brasil. A minha intenção é implementar a licença compulsória de vacinas contra a Covid-19 enquanto perdurar a pandemia.

Na prática, será quebrada a patente das vacinas disponíveis no mercado mundial e o nosso país vai poder fabricar e disponibilizar para consumo da população. Atualmente, o País produz apenas a Coronavac, as demais precisam ser compradas pelo governo brasileiro.

No ritmo em que as doses estão sendo disponibilizadas, vamos levar meses ou mesmo anos para uma imunização em massa.

Outro fator importante é que os fabricantes não têm capacidade produtiva. Moderna, Pfizer e AstraZeneca são exemplos de laboratórios conhecidos mundialmente e que estão se esforçando ao máximo para ampliar a oferta de vacinas, porém, a demanda é alta demais.

Além disso, o custo de comprar lotes suficientes para imunizar grandes populações, como é o caso do Brasil, é extremamente alto. Nós já estamos com a economia seriamente afetada por conta das medidas restritivas da pandemia, então temos que pensar em massificar a vacinação pelo menor custo possível.

Creio que quanto mais rápido caminharmos com essa questão, mais rápido vamos imunizar os brasileiros. Não adianta outros países imunizarem suas populações se não atingirmos um nível de imunidade mundial.

Só assim vamos barrar a proliferação do coronavírus e voltar à normalidade das nossas atividades. Todo esforço agora é válido e necessário.

Imagem: Arquivo Pessoal